segunda-feira, 21 de novembro de 2011

LIDANDO COM O CABELO CRESPO NO ESPAÇO DOS SALÕES E NA VIDA!


Cabelos alisados nos anos 60, afros nos anos 70, permanente-afro nos anos 80, relaxados e alongados nos anos 90,o cabelo do negro atraí a nossa atenção.Para o negro o cabelo crespo carrega significados culturais,políticos e sociais importantes e específicos que os classificam e os localizam dentro de um grupo étnico/racial.
 O cabelo crespo na sociedade brasileira é uma linguagem e, enquanto tal, ele
comunica e informa sobre as relações raciais. Dessa forma, ele também pode ser pensado como um signo, pois representa algo mais, algo distinto de si mesmo Assim como a democracia racial encobre os conflitos raciais, o estilo de cabelo, o tipo de penteado,de manipulação e o sentido a eles atribuídos pelo sujeito que os adota podem ser usados para camuflar o pertencimento étnico/racial na tentativa de encobrir dilemas referentes ao processo de construção da identidade negra.Mas tal comportamento pode também representar um processo de reconhecimento das raízes africanas assim como de reação resistência e denúncia contra o racismo.E ainda pode expressar um estilo de vida.
 Os salões étnicos são, portanto, espaços privilegiados para pensar várias questões que envolvem a vida dos negros ,dos mestiços e dos brancos.São espaços corpóreos,estéticos e identitários e por isso,nos ajudam a refletir um pouco mais sobre a complexidade e os conflitos da identidade negra.

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